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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O doce sabor de uma mulher deslumbrante

de Gabriel García Márquez

Uma mulher deslumbrante
não é aquela que mais
homens tem a seus pés.

Mas sim aquela que tem
apenas um que a faça
realmente feliz.

Uma mulher formosa não
é a mais jovem.
Nem a mais frágil, nem aquela
que tem a pele mais sedosa ou
o cabelo mais chamativo.

É aquela que com apenas
um sorriso franco e aberto
e um bom conselho pode
alegrar-te a vida.

Uma mulher de valor não,
é aquela que tem mais
títulos ou cargos acadêmicos,

E sim aquela que sacrifica
seus sonhos temporariamente
para fazer felizes os demais.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela mais ardente e sim a
que vibra ao fazer amor somente
com o homem que ama.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela que se sente adulada
e admirada por sua beleza e
elegancia,

E sim aquela mulher firme
de caráter.
Que pode dizer "Não".

E um Homem...

Um homem deslumbrante
é aquele que valoriza uma
mulher assim...

Que se sente orgulhoso de
tê-la como companheira...

Que sabe acaricia-la como
um músico virtuoso toca
seu amado instrumento...

Que luta a seu lado compartilhando
todas as suas tarefas, desde lavar
pratos e preparar a mesa, até
devolver as massagens e o carinho
que ela te proporcionou antes.

A verdade, companheiros homens
é que as mulheres com mania de
serem "mandonas" não levam
vantagens...

Que tolos temos sido e somos
quando valorizamos um presente
somente pela vistosidade do pacote.

Tolo e mil vezes tolo o homem que
come sobras na rua, tendo um
deslumbrante manjar em casa!

Oito países são responsáveis por mais da metade da deterioração do planeta

Toda a Terra tem uma superfície de mais de 500 milhões de quilômetros quadrados. E em menos de 1% dessa extensão está acontecendo agora a maior perda de biodiversidade do planeta. Em apenas um punhado de eco-regiões se concentra mais de 50% da deterioração global no estado de conservação de aves, mamíferos e anfíbios. É a conclusão que mais chama a atenção no primeiro estudo que analisa em escala planetária como os países estão agindo para cumprir suas responsabilidades em matéria de biodiversidade.

Não são poucos os sinais de que nos encaminhamos para a sexta grande extinção de espécies da história do planeta, e esse estudo demonstra uma culpabilidade conjunta de todas as nações. Praticamente todos os países do mundo contribuíram de forma negativa na tendência dos animais vertebrados dentro do conhecido índice da Lista Vermelha, que se dedica a analisar cientificamente o risco de desaparecimento das espécies. Entretanto, a maior parte do dano se concentra em oito países – Austrália, China, Colômbia, Equador, Indonésia, Malásia, México e Estados Unidos –, que são responsáveis por mais da metade da deterioração global no estado de conservação da fauna.

Também não é um furor destrutivo especial por parte dessas nações, como explica a pesquisadora Ana Rodrigues, principal autora do estudo: “Essa concentração ocorre porque a biodiversidade não se distribui de maneira uniforme por todo o planeta, e nem as ameaças que a afetam”. Essa concentração da deterioração em 1% do planeta se encontra localizada principalmente nos Andes Tropicais, na América Central e no sudeste asiático. São áreas de endemismo excepcional, isso é, uma grande concentração de espécies específicas que não se encontram em outro lugar. Quando esse paraísos naturais não são cuidadosv, a perda de biodiversidade global se vê muito mais afetada do que quando outros lugares menos ricos são descuidados.

“Esses lugares contam também com altos níveis de impacto humano, que têm consequências globais, já que podem levar facilmente um grande número de espécies à beira da extinção”, resume Rodrigues, do Centro de Ecologia Evolutiva e Funcional da França. A deterioração sofrida pelas espécies nesses oito países não se explica unicamente por serem os mais ricos em fauna: são responsáveis por 56% das perdas quando contém 33% da biodiversidade. Outros campeões da megafauna, como o Brasil, Congo, Índia e Peru concentram 23% dessa riqueza natural e, por outro lado, provocaram a perda de somente 8% da biodiversidade global.

As nações que tiraram melhor nota são estados insulares, como as Ilhas Cook, Fiji, Maurício, Seychelles e Tonga
A pesquisadora diz que são quase tantas as circunstâncias semelhantes como radicalmente diferentes entre as oito nações nas quais mais se perde fauna.

“Esses países têm em comum o fato de possuir uma grande proporção da biodiversidade mundial, das quais são responsáveis, mas estão sendo incapazes de enfrentar os desafios de tal responsabilidade”, critica Rodrigues. Como se observa no estudo, publicado nos PLoS ONE, as causas da deterioração da biodiversidade são muito diferentes: na China é a superexploração, através da caça, que afeta principalmente seus anfíbios e mamíferos; o principal problema nos EUA, por outro lado, são as espécies invasoras, que prejudicam seriamente seus anfíbios e aves; na Indonésia é a perda dos habitats para a agricultura e a exploração florestal, afetando sobretudo suas aves e mamíferos. “Existem muitas maneiras de fazer com que as coisas fiquem ruins”, lamenta a ecologista.

A equipe de pesquisadores (colaboraram para o estudo especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza, da Birdlife e do programa das Nações Unidas para monitorar a conservação do planeta, entre outros) reconhece que para eles foi uma surpresa descobrir que não existe nenhuma correlação entre a riqueza dos países e o cuidado com os tesouros naturais. Duas das nações mais ricas do planeta, como os EUA e a Austrália, estão entre as nações que mais prejudicam a biodiversidade global, enquanto outras mais pobres com o Peru, Índia e Madagascar estão se empenhando mais para fazer os deveres.

Esses países têm uma grande proporção da biodiversidade mundial, mas estão sendo incapazes de enfrentar os desafios de tal responsabilidade”, critica Rodrigues
As nações com melhor nota são em muitos casos estados insulares como as Ilhas Cook, Fiji, Maurício, Seychelles e Tonga. Como explica Rodrigues, a maioria das extinções das espécies nos últimos séculos ocorreram em pequenas ilhas como essas: o famoso Dodô era das Ilhas Maurício e se transformou no paradigma dessa época. Essas extinções chegaram por exposição repentina desses ecossistemas frágeis à ameaças para as quais não estavam preparadas, como predadores (ratos, gatos) e a caça humana. “As Ilhas Cook, Fiji, Maurício, Seychelles e Tonga estavam até pouco tempo atrás no caminho de perder ainda mais espécies, mas conseguiram reverter essas tendências, incluindo recuperando algumas espécies que estavam muito próximas da extinção”, diz a pesquisadora.

“Isso demonstra que estamos aprendendo a combater essas ameaças em ecossistemas insulares combinando medidas de conservação, controle de espécies invasoras e criação em cativeiro”, resume. Entretanto, atualmente os maiores desafios para a biodiversidade estão nos grandes bosques tropicais que contém a maior parte da biodiversidade do mundo, onde a escala dos impactos é muito maior e muito mais difícil de conter.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

O estudo com ratos, divulgado na publicação científica Nature, permitiu a recuperação parcial de movimentos e controle da bexiga. A droga funciona ao perturbar a "cola pegajosa" que impede que as células nervosas cresçam durante uma lesão.

Mais testes precisam ser feitos em animais maiores antes de testes serem realizados em humanos, mas o grupo Spinal Research (Pesquisa Espinhal, em tradução literal) disse haver um "progresso real".

Danos na medula espinhal interrompem o fluxo constante de sinais elétricos do cérebro para o corpo e podem levar à paralisia abaixo de uma lesão.

A equipe da Escola Universitária de Medicina Case Western Reserve, de Ohio, disse que o tecido de cicatriz formado após uma lesão impede a reparação da medula espinhal, já que proteínas de açúcar liberadas pelo tecido agem como cola.

Testes em ratos apontam possível recuperação parcial de movimentos e controle da bexiga.

A equipe injetou um produto químico sob a pele que chegou até a medula espinhal e perturbou a atividade da cola. "Foi incrível", disse o pesquisador Jerry Prata.

"O que pudemos ver foi realmente notável. Alguns (ratos) se recuperaram fantasticamente e tão bem que você dificilmente diria que havia uma lesão".

Nos testes, 21 dos 26 ratos mostraram algum grau de recuperação na capacidade de movimentos ou das funções da bexiga.

Mark Bacon, do grupo Spinal Research, disse: "Acreditamos que a plasticidade é o principal mecanismo responsável pela recuperação espontânea que vimos em pacientes com lesão da medula espinhal, mas é muito limitada".

"Reforçar a plasticidade é, portanto, um dos principais objetivos... Estes dados preliminares sugerem progresso real nesse sentido".


fonte: BBC Brasil 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Siga o seu contentamento!

Já perceberam como às vezes é difícil fazer aquilo que queremos? Pode até ser um desejo simples, que em alguns momentos é ignorado ou deixado de lado por outras “prioridades”, obrigações que nos consomem.

Há quase um mês eu estava com vontade de tomar milk shake e comer batata-frita. Quem me conhece sabe que eu não aprecio fast food, mas por algum motivo especial gosto desta combinação. Como a lanchonete é no caminho entre o trabalho e minha casa, sempre que tenho um dia estressante costumo parar e fazer esse pedido. Lembro-me de uma série da HBO em que a personagem principal sempre comia um lanche parecido ao entardecer, apreciando a vista da cidade de São Paulo. Isso fazia com que ela se sentisse mais aliviada do estresse diário; e comigo acontece o mesmo.

O detalhe é que há semanas eu venho ignorando essa vontade. Surgem aqueles pensamentos de que é uma coisa infantil, que eu não preciso, que já está tarde e é melhor ir direto pra casa... tudo para fazer com que eu não realize o meu contentamento. De fato, isso causa uma grande frustração, pois não fazer algo que se tem vontade é muito chato, mesmo quando é uma coisa boba.

Hoje a vontade era fácil, amanhã pode ser que o meu contentamento seja tomar um bom e demorado banho, ir ao cinema ou conversar com um amigo. São coisas simples, mas necessárias. Então, porque ignorá-las? Pode chegar um momento em que não poderemos mais realizar e ficaremos frustrados.

Um dia desses estive no shopping com uma pessoa que queria comprar um blazer. Ele tinha visto a promoção no dia anterior e quando chegamos à loja, não havia mais peças na pontuação dele. Foi preciso tirar do manequim para garantir o produto que tanto queria, ou seja, quase foi uma oportunidade perdida, pois o blazer estava realmente barato e era o que ele precisava.


Os exemplos são capitalistas, mas a ideia é válida. Seguir o contentamento não tem nada a ver com ser impulsivo, inconsequente ou egoísta. É preciso ter autoconhecimento para saber o que realmente nos satisfaz e, também, a dose certa. Pois o excesso não nos faz bem e então a dica perde todo valor.