Páginas

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Novo livro de Chico Buarque será lançado em novembro



O novo romance de Chico Buarque - que ainda não teve título ou temática revelados pela editora Companhia das Letras - deve sair no próximo dia 14 de novembro. A editora ainda prometeu para segunda-feira, 3, um vídeo em que o cantor, compositor e escritor vai ler um trecho do livro, e também a capa e o título.

Este será o primeiro título de Chico Buarque desde Leite Derramado, vencedor do Prêmio Jabuti de livro do ano em 2010. Chico estreou na literatura no Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo em 1966, com o conto Ulisses, mais tarde incorporado ao songbook A Banda. Fazenda Modelo é o primeiro livro, de 1979. Estorvo (1991), Benjamin (1995) e Budapeste (2003) também estão na sua produção literária.

*com informações de Estadão conteúdo

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Comentários ofensivos na internet? Chico Buarque tem um conselho

As eleições de 2014 foram marcadas por uma explosão de ódio na internet brasileira. Os posicionamentos políticos divergentes aqueceram os ânimos fazendo com que insultos e comentários pejorativos transbordassem nas redes sociais.

O clima ainda é de ressaca eleitoral. Aos pouco, amigos e familiares vão se reconciliando e fazendo as pazes. Se você ainda está triste por conta de algum insulto via web, sinta-se consolado por Chico Buarque, que aconselha: "Você não deve ter raiva de quem tem raiva".

Em um registro bem-humorado, um dos maiores nomes da música popular brasileira relata a reação que teve ao ler comentários ofensivos na internet dirigidos a sua pessoa.

Assista ao vídeo:






Do Catraca Livre

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Os plutocratas contra a democracia

Sempre é bom que os governantes digam a verdade, especialmente se não era essa a intenção. Por isso temos de agradecer que Leung Chun-ying, chefe do executivo de Hong Kong respaldado por Pequim, tenha deixado escapar a verdadeira razão pela qual os manifestantes pró-democracia não podem conseguir o que querem: em eleições abertas, “estaríamos dirigindo-nos a essa metade da população de Hong Kong que ganha menos de 1.800 dólares por mês. E acabaríamos tendo esse tipo de políticos e de medidas políticas” (certas políticas, supomos, que fariam com que os ricos fossem menos ricos e proporcionariam mais ajuda a quem tem menos renda).

Assim, Leung se preocupa com os 50% da população de Hong Kong que, em sua opinião, votariam a favor de más políticas porque não ganha o suficiente. Pode ser que isso nos lembre dos 47% de norte-americanos que Mitt Romney disse que votariam contra ele porque não pagam imposto de renda e, portanto, não assumem suas responsabilidades, ou aos 60% que o representante Paul Ryan sustentava que representavam um perigo porque eram “acomodados” que recebiam da Administração mais do que entregavam. No fundo, tudo isso é a mesma coisa.

Porque a direita política sempre se sentiu incomodada com a democracia. Por melhor que esteja a situação dos conservadores nas eleições, por mais generalizado que seja o discurso em favor do livre mercado, sempre há um medo no fundo de que o povo vote e ponha no Governo esquerdistas que cobrem impostos dos ricos, deem dinheiro a rodo para os pobres e destruam a economia.

Realmente, o próprio êxito do programa conservador não faz mais do que ampliar esse temor. Na direita — e não me refiro apenas às pessoas que ouvem Rush Limbaugh; falo de membros da elite política — muitos vivem, pelo menos durante parte do tempo, em um universo alternativo no qual os Estados Unidos estão há várias décadas avançando a passos rápidos no sentido da servidão. Dá no mesmo que as reduções de impostos e a liberalização tenham aberto espaço para uma nova Era de Ouro; eles leem livros com títulos como A Nation of Takers: America's Entitlement Epidemic (Um país de acomodados: a epidemia das subvenções nos Estados Unidos), nos quais se afirma que o grande problema que temos é a redistribuição descontrolada da riqueza.

Isso é uma fantasia. Mesmo assim, há algum motivo para temer que o populismo econômico nos leve a um desastre? A verdade é que não. Os eleitos com menos renda apoiam muito mais do que os ricos as políticas que beneficiam os menos acomodados e, em geral, respaldam a alta de impostos para os mais endinheirados. Mas se nos preocupa que os eleitores de baixa renda enlouqueçam, que a avareza os leve a ficar com tudo e a sobrecarregar os criadores de emprego até destruí-los, a história nos dirá que estamos enganados. Todos os países desenvolvidos tiveram estados de considerável bem-estar desde a década de 1940 (estados de bem-estar que, inevitavelmente, gozam de um maior respaldo entre os cidadãos mais pobres). Mas a realidade é que não se veem países que entrem em espirais mortais de impostos e gastos; e não, isso não é o que acomete a Europa.

Mesmo assim, ainda que o “tipo de políticos e de medidas políticas” que se preocupa com a metade inferior da distribuição de renda não vá destruir a economia, mas tenda a alterar os benefícios e a riqueza do 1% que ganha mais, pelo menos um pouco; o 0,1% com mais renda está pagando bem mais impostos agora do que os pagaria se Romney tivesse ganhado. E o que um plutocrata pode fazer então?

Uma das respostas é a propaganda: dizer aos eleitores, com frequência e bem alto, que o fato de sobrecarregar os ricos e ajudar os pobres provocará um desastre econômico, enquanto que reduzir os impostos dos “criadores de emprego” nos trará prosperidade a todos. Há uma razão por que a fé conservadora na magia das reduções de impostos se mantém, por mais que essas profecias não se cumpram (como está acontecendo agora mesmo no Kansas): há um setor, magnificamente financiado, de fundações e organizações de meios de comunicação que se dedica a promover e preservar essa fé.

Outra resposta, com uma longa tradição nos Estados Unidos, é tirar o maior partido possível das divisões raciais e étnicas (as ajudas do Governo apenas são para Essa Gente, vocês já sabem). E além disso os liberais são elitistas altaneiros que odeiam os Estados Unidos.

A terceira resposta consiste em garantir que os programas governamentais fracassem, ou nunca cheguem a existir, para que os eleitores nunca descubram que as coisas podem ser feitas de outra maneira.

Mas essas estratégias para proteger os plutocratas da plebe são indiretas e imperfeitas. A resposta evidente é a de Leung: não deixar que a metade de baixo vote, ou sequer os 90% de baixo.

E agora vão entender por que há tanta veemência na direita pelo suposto mas na realidade quase inexistente problema de fraude eleitoral, e tanto apoio a essas leis de identificação dos eleitores que dificultam que os pobres e até a classe trabalhadora possa votar. Os políticos norte-americanos não se atrevem a dizer abertamente que só os ricos deveriam ter direitos políticos (pelo menos, ainda não). Mas se seguirem as correntes de pensamento que agora estão tendendo mais à direita até sua conclusão lógica, é aí que chegarão.

A verdade é que uma grande parte do que acontece na política norte-americana é, no fundo, uma luta entre a democracia e a plutocracia. E não está nada claro que lado vai ganhar.

Paul Krugman é professor de Economia da Universidade de Princeton e prêmio Nobel de Economia de 2008. 

Fotografias: sentimentos femininos depois do fim de uma relação

A fotógrafa Laura Stevens terminou, em Novembro, a sua relação e encontrou-se numa situação de tristeza e solidão profundas.
Foi a partir do que sentia que decidiu que era altura de dar a conhecer algumas das emoções que muitas mulheres sentem depois de acabada uma relação amorosa.
A série, apelidada de "Another November", conta com a participação de algumas amigas e também perfeitas desconhecidas, que teriam de reproduzir os seus sentimentos naquela altura de maior tristeza. 
As imagens, intensas e muito bem conseguidas, retratam na perfeição a sensação de vazio e de isolamento. As lágrimas, todas diferentes, contam uma história que é universal, em todas as partes do mundo, uma mulher sofre com este desfecho.
Conheça um pouco do seu trabalho, aqui mesmo.
 









 Fonte: Chiado Magazine